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isto também é amor...

Através da minha arte, dos meus pensamentos, das minhas opiniões e sugestões, vou aqui provar que existem várias formas de amar e todas elas são válidas...

castanhas assadas (quentinhas e boas)

castanhas assadas.jpg

(fotografia de Igor Gurgel)

 

O mês de Novembro está a chegar ao fim e acreditem ou não, este ano ainda não levei à boca uma única castanha. O que no meu caso, é algo estranho, é algo muito raro, pois eu sou um grande apreciador de castanhas. Adoro! Sempre adorei mas... o que é que se passa comigo este ano? Eu talvez tenho algumas teorias pelo facto de ainda não ter comido as castanhas assadas, quentinhas e boas, que eu tanto gosto.

 

Talvez, a primeira teoria para ainda não ter devorado as castanhas, é porque no ano passado, eu comi tanto, mas tantas castanhas. Devorei-as sem dó nem piedade. Comi uma atrás das outras, seja no conforto da minha casa, ou na rua, com elas a aquecerem-me às mãos e a darem um belo conforto ao meus estômago. Ou seja, o que estou a tentar dizer, é que eu no ano passado comi tantas castanhas, que até agora ainda sinto que estou de barriga cheia. Sinto ainda que às vezes até arroto as castanhas do ano passado - coisa feia mas é verdade!! E é por isso, que não dá mesmo. Não dá para colocar mais nenhuma castanha pelo estômago a dentro, pois ainda estou a digerir as do ano passado.

 

Mas outra das teorias, e talvez a mais válida, é que eu sei que as castanhas este ano não estão no seu melhor. Sei com o conhecimento de causa, de que elas andam secas, andam sem sabor, andam sem piada e mesmo assim, andam demasiado caras pelos supermercados e afins. Já tive com várias castanhas pelas mãos e nunca nenhuma delas me conseguiu despertar o interesse, para encher um saco bem grande com elas e leva-las para casa. Na rua, já passei por vários vendedores de castanhas assadas. Aliás, todos os dias, quando saio do trabalho e vou apanhar o metro para voltar para casa, passo por dois vendedores diferentes, e... ninguém me consegue convencer a levar uma dúzia delas. Não sinto aquele encanto, aquele chamamento, aquele fumo que em tempos, entrava pelas minhas narinas a dentro e fazia magia comigo. Não sinto o outono, aquela maravilhosa época do ano que pede castanhas assadas, quentinhas e boas. Não sinto!! E é pena! Porque eu adoro castanhas e tenho saudades delas.

 

As coisas estão a mudar, já dizia uma vez o amigo Carlos em relação às castanhas e sim, ele tem toda a razão...

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